
Nas obras do autor, existem tantas mensagens que podemos eleger para indicá-las, para sugerir...para motivar a leitura!
Do livro "Há Tantas Flores Pelos Caminhos", elegemos um trecho da página 33.
PALAVRAS A UMA FOLHA BRANCA.
Ah! Onde a folha branca de papel? Ei-la. Como és pura, branca folha!
Deixa que neste momento, eu debruce, no teu cândido seio, as sombras incontidas do meu ser!
Deixa que eu derrame, na brancura da tua humildade, o horror do meu orgulho, a negrura da minha arrogância!
Deixa, linda folha, que eu despeje, na lividez que há em ti, e intenso caudal do meu pranto!
...Que eu manche, com minha dor, tua alvura paciente e branda.
Eu sei, retalho de papel, que todo lenitivo se busca em Deus, em rogativas lavadas de pranto humilde....
Como podemos perceber o autor trava uma comunicação de súplica com a folha branca, na qual imprime seus mais singelos momentos de criação.
Uma leitura suave, reflexiva.
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